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Mais coletas

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Manhã no fiórde.

Época de reprodução tem o ano inteiro… começando o mês dos braquiópodos. O tempo está bom pra sair com o barco.

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O barco Aurelia tem 40 anos.
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Coletando braquiópodos e microzoo

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Coletando braquiópodos de novo!
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MicroZoo do Sars no “dia da pesquisa científica”. Treinei meu noruego com as crianças.
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E já é setembro

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Meio de setembro! Começou a temporada do basquete e ganhamos o primeiro jogo na terceira divisão na prorrogação.

Fim-de-semana passado teve o festival de cerveja de Bergen (Ølfestival). Você paga uma mini tulipa e tickets e vai tirando chops das micro e macro cervejarias!

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Alguns dias antes saímos para coletar uns bichos com o barco da universidade.

Finalmente antes disso fiz um mini curso do doutorado numa micro ex-cidade pesqueira chamada Glesvær. Saímos de barco e pescamos a janta.

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A comissão dos jalecos

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Nada muito diferente acontecendo por aqui. A comissão de segurança decidiu que é obrigatório usar jalecos nos laboratórios, independente do que estivermos fazendo. Medida polêmica, mas inócua comparada aos planos da “eficiente” comissão que inviabilizaria a pesquisa de todos os laboratórios do Sars. Mas enfim.

Semana passada a irmã do Chema veio visitar com o marido e trouxeram quitutes espanhóis como queijo, vinho, morcilla e chorizo. Muito bom!

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De volta da neve

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Foi tudo bem e não me quebrei. Algumas fotos abaixo, pra ver o álbum todo clique aqui.

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Kristineberg 2013

Em fevereiro fomos coletar os priapúlidos na Suécia de novo. Teve vento, gelo e frio. Acabamos de mãos vazias, mas a viagem rendeu estes dois emocionantes trailers:

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6 meses

Hoje completam seis meses que cheguei aqui. Passou rápido, mas também foram bem intensos. Estou gostando bastante do laboratório, era exatamente o que queria: embriões, larvas e evolução de invertebrados marinhos. Meu projeto é estudar alguns processos do desenvolvimento em larvas marinhas diferentes e compará-los. Além de estudar as formas, que foi o que fiz com as bolachas, estou olhando a expressão de genes. Aprendi o básico do molecular e confesso que estou gostando, mas ainda falta ficar “fluente” em várias coisas.

É tudo muito engenhoso… primeiro eu preciso descobrir os genes que um organismo tem. Pra isso coletamos amostras de tecido ou embriões/larvas, extraímos o DNA/RNA e enviamos este material bruto para ser sequenciado, ou seja, uma máquina vai ler a informação, organizar e passar para o computador. Com estas sequências posso checar se o organismo tem determinado gene; faço isso comparando com genes já descritos de outras espécies. Bam, encontrei o gene que queria. Mas meu objetivo é descobrir onde este gene está ativo nos embriões, é no olho, na boca, no ânus, na barriga? Para isso eu primeiro preciso de uma boa quantidade de cópias do gene para conseguir trabalhar. Começo construindo duas curtas sequências que são complementares com a sequência do gene. Coloco o DNA, as sequências e uma enzima num tubinho numa máquina. Essas sequências vão grudar uma em cada canto do gene e tudo que estiver entre elas vai ser replicado. Isso acontece exponencialmente e em menos de 3h eu tenho zilhões de cópias do meu gene no tubinho.

Essas cópias degradam com o tempo, por isso faço uma reação que vai inserir cada cópia em um DNA circular, que é muito mais estável. Mas ainda não sei se o que inseri no DNA circular é a cópia do meu gene original. Por isso, misturo este DNA com bactérias e dou um choque térmico nelas, que no susto incorporam o DNA circular. Deixo as bactérias crescendo e vejo as bactérias que consequiram incorporar o DNA circular; pego essas e deixo elas se multiplicarem a vontade, pois assim estarão fazendo mais cópias. Por fim, explodo as bactérias para deixar apenas o DNA circular, faço mais um round de replicação e mando essas amostras para sequenciar para saber se as cópias que tenho são mesmo do meu gene ou se alguma outra coisa foi replicada por engano.

Chega a hora de usar o gene que “clonei” acima para criar uma sonda. Basicamente é pegar a sequência e criar uma sequencia complementar que ao entrar em contato com o embrião, vai grudar onde o gene original estiver ativo. Só é preciso grudar um anticorpo na sonda para que consigamos ver aonde foi que a hibridização ocorreu. E com isso sabemos onde os genes estão sendo expressos e podemos inferir o papel deles na formação das estruturas dos embriões. No geral isso demora umas 2 semanas, só que pode não dar certo… Estou começando a ter alguns resultados (o que dá um ânimo extra), mas algumas coisas ainda não estão funcionando (e ainda não sei pq). Mas também é meio inevitável quando você trabalha com organismos que pouca gente estuda.

Com isso vocês podem ter uma idéia melhor do que é o trabalho, apesar de que só expliquei as moléculas… Acho que 6 meses não cabem num post só, vou tentar escrever o próximo logo.

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Curta da semana

Depois de passar por um período de engorda na estação marinha acabamos voltando 1 semana antes, pois os bichos não estavam grávidos e o microscópio quebrado. Chegamos no aeroporto de manhã (2 horas de ônibus até Gotemburgo), fizemos o checkin, passamos pela segurança, compramos o limite de álcool no duty free e ao chegar no portão vimos que nosso vôo tinha sido cancelado… Estavamos com amostras à -20 °C e animais vivos na mala. O vôo era direto, 1h até Bergen; nosso caminho acabou sendo: Gotemburgo > 30min > Copenhagen > 65min > Oslo > 40min > Bergen. Mas tudo chegou bem.

Hoje estava voltando pra casa quando uma dupla de garotas norueguesas me aborda. Achei que iam pedir alguma informação, maaas… “olá, blabla, queríamos saber se conhece o livro blabla?” (…) “somos mórmons” haha. Disse que elas tinham parado a pessoa errada, mas ela insistiu que eu era a pessoa certa. Eu disse que “seguia” outro livro, ela retrucou perguntando se não achava que deus e evolução podem estar juntos… (hmmm). Perguntou se eu já tinha visto alguma prova da evolução. Perguntou se já tinha visto por mim mesmo alguma evidência da evolução… Explicaram como o mundo criado por deus era maravilhoso, mas concordaram que as moscas não vão para o céu quando morrem pois não possuem “espírito”. Discutimos sobre o que é uma teoria científica e que nem a gravidade (nem a evolução) são uma “teoria” no sentido leigo; sobre como a ciência não prova nada e funciona com dados e evidências mensuráveis e reproduzíveis; sobre evidências da evolução (aproveitei pra falar sobre meu projeto). Entre outras coisas mais como garantir a vida eterna. A igreja tem até filial no brasil, ela me disse o nome em português pra ver se eu conhecia.

Claro que não foi assim pá-pum e as vezes é difícil pensar na melhor resposta (foi o que fiquei pensando no resto do caminho). Ela me ofereceu o “livro” de grátis além de um panfleto do site mórmon. Agradeci e recusei polidamente. Ela me acusou de contradição, se eu era a favor de entender o mundo a partir de evidências porque não queria aceitar essa fonte de informações mórmon, estava ignorando dados… Tive que concordar e assumi ignorar algumas coisas da realidade 😛 Pelo menos elas tiveram menos tempo para converter outras pessoas nessa noite.

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Coletando priapúlidos em Kristineberg

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Hoje foi o primeiro dia de coleta e não foi tão mal. Coletamos 5 indivíduos, mas no fim eles não estavam suficientemente “maduros”. Ou seja, não conseguimos embriões, que era o plano A.

Mas a coleta em si foi uma boa aventura. Apesar da baía estar congelada conseguimos sair. Fomos até onde os bichos estão e fizemos uma dragagem no fundo para pegar uma porção de lama. Depois trazemos a lama para o barco para triar. Não estava tão frio, mas no meio começou a nevar… Na verdade só passei frio nas mãos, porque mexer na lama/gelo/vermes gelados é frio.

O plano B era mexer no microscópio aqui… e descobrimos hoje que está quebrado.

O plano C é… bem, atualizar o blog 🙂

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Esquibunda e preparativos pra Suécia

Essa semana foi meio corrida por causa do projeto, mas está tudo indo bem. Consegui abrir a conta do banco, mas eles me mandaram um cartão de criança (de débito sem número pra não poder fazer compras online, acho eu); então vou passar lá mais uma vez.. Também já escolhi meu médico pra me receitar vitamina D.

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Ontem fizemos o primeiro evento (pizza) em casa com alguns amigos 🙂 No domingo aproveitamos para subir a montanha de novo (Fløien), mas dessa vez compramos skibunda pra descer e foi demais! Basicamente ir descendo a trilha coberta de neve tentando desviar das pessoas… sem ser atropelado pelas crianças norueguesas. Tem uma foto de exemplo (mas acho que meu leitor de cartão não está mais funcionando.. então não consegui passar mais fotos).

Segunda ou terça entrego meu projeto e na quarta vou passar duas semanas numa estação de biologia marinha na Suécia:

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A gente iria coletar alguns bichos se o fiórde não tivesse congelado… agora que ele congelou a gente tem que dar sorte de derreter um pouco na segunda semana pro barco poder sair. Se não der vamos ficar o dia inteiro no microscópio. É um lugar como o CEBIMar, você fica num quarto, eles preparam comida, etc. Parece que é bem isolado, a cidade mais próxima fica uns 20 minutos de balsa.

Então a partir de quarta talvez eu tenha mais tempo livre, hehe.