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Ciclo de vida de equinodermos

Vídeo da série Seres Vivos apresentando o ciclo de vida de equinodermos.

O vídeo foi produzido pelo Projeto Embrião da Universidade de Campinas e usa imagens do Vida de Bolacha.

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Bolachas-do-mar na PLoS

Acabou de ser publicado o artigo com os dados do meu mestrado sobre o desenvolvimento das bolachas-do-mar na revista científica de acesso aberto PLoS ONE. O trabalho, escrito em inglês, é ilustrado com 16 pranchas (que incluem muitas das fotos daqui) e 10 cortes de vídeo com cenas do ciclo de vida deste equinodermo (mais ou menos as cenas inclusas neste vídeo); ainda tem uma larva em 3D de bônus. 😀

Embryonic, Larval, and Juvenile Development of a Sea Biscuit. Bolachas-do-mar na PLoS.

O artigo é livre para ser lido, comentado, baixado e re-usado de acordo com a licença de atribuição da Creative Commons (ver detalhes). Espero que gostem:

Embryonic, Larval, and Juvenile Development of the Sea Biscuit Clypeaster subdepressus (Echinodermata: Clypeasteroida)
Bruno C. Vellutini & Alvaro E. Migotto
http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0009654

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Vida de Bolacha no Virtual Urchin

O site Virtual Urchin da Universidade de Standford tem uma série de tutoriais interativos envolvendo diversos aspectos da biologia de ouriços-do-mar. Os assuntos abrangem a anatomia, predação e desenvolvimento. No mês passado foi lançada uma atividade sobre a acidificação dos oceanos e suas consequências para os organismos marinhos com esqueleto calcário que inclui o vídeo Vida de Bolacha para exemplificar o ciclo de vida de equinodermos.

Ciclo de vida dos equinodermos no Virtual Urchin.
Ciclo de vida dos equinodermos no Virtual Urchin.

Para conhecer visite virtualurchin.stanford.edu/AcidOcean.htm

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Videoclipe: Dream Sequence

No fim de 2008 recebi uma mensagem da netlabel rec72 com a proposta de criar uma experiência visual (videoclipe) com as imagens do Vida de Bolacha. A trilha sonora seria uma música do álbum “The Scientific Method, Volume II Experiments in Sound Perspective” do Professor Kliq.

Aproveitando o começo de 2009 me aventurei na edição das imagens. Usei o mesmo editor que havia usado no “Vida de Bolacha”, o Open Movie Editor, para linux. Como nunca tinha precisado de efeitos ou transições mirabolantes este programa deu para o gasto (i.e., importar, editar, inserir gráficos, transições simples, e finalmente exportar sem grandes impedimentos). Agora, para criar uma experiência visual resolvi experimentar efeitos adicionais (frei0r). Escolhi a faixa “Dream Sequence”, pois cria um clima interessante, e fui experimentando.

Aos poucos o vídeo foi tomando forma, eu fui descartando diversas tomadas e selecionando as definitivas, e por fim decidi finalizá-lo. É uma experiência visual, portanto não tem ordem, as vezes fica psicodélico e aquela coisa toda… Depois de alguns problemas técnicos com os efeitos (e com o editor) o resultado foi ao ar no dia 16 de março de 2009, e você pode conferir abaixo.

Video clipe que fiz para a música Dream Sequence do Professor Kliq usando o material do meu mestrado sobre bolachas-do-mar.
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Dream Sequence

Video clipe que fiz para a música Dream Sequence do Professor Kliq usando o material do meu mestrado sobre bolachas-do-mar.
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O esqueleto da larva plúteos

Esqueleto calcário da larva plúteos
Esqueleto da larva plúteus de uma bolacha-do-mar. Menção honrosa no Olympus BioScapes 2008.
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Como são as coisas

De um lado tinha a música. Do outro a biologia.

Em 2006 descobri um universo de músicas distribuídas livremente na rede e comecei explorá-lo. O primeiro contato foi pelo Jamendo e depois fui conhecendo os lançamentos das chamadas netlabels. Empolgado com tudo isso, pois achei muita coisa boa, resolvi criar um blog pra compartilhar esses achados, o ccnelas.org. Fui acumulando álbuns interessantes e um dia desses resolvi fazer uma coletânea com algumas músicas que havia divulgado no ccnelas. Pensei um pouco a respeito.

Enquanto isso estava enfurnado em um laboratório no litoral norte de São Paulo fazendo meu mestrado com biologia marinha. Boa parte do meu projeto envolvia criar embriões e larvas de uma espécie de bolacha-do-mar. Nesta época fiquei todo o verão convivendo com estes embriões e larvas.

Alimentando e trocando a água todo dia, olhando no microscópio, tirando fotos, fazendo filmes. Talvez seja por isso que os cientistas sejam meio malucos; muitos vêem coisas que pouca gente no mundo imagina que exista, ou verá algum dia. Conhecer e conviver com estes bichinhos foi certamente intrigante.

Imagine: você é concebido na água do mar, e antes de ter uma dúzia de células, já está sozinho, pois o movimento constante da água se encarrega de diluir sua imensa (milhões) quantidade de irmãos; quando começa a nadar você não tem boca ou ânus, nem sequer nasceu da membrana que protege o óvulo; você usa pequenos cílios para nadar na água, que mais parece melaço, por causa de seu tamanho diminuto; você continua nadando, mas só vai para onde as correntes marítimas te levam, sua força é muito pequena; você continua a se desenvolver e finalmente tem pequenos braços e uma boca; com os braços você captura e se alimenta de microalgas enquanto continua nadando; na medida em que se alimenta começa a se formar, dentro de você, uma pequena estrutura; o que está crescendo é uma bolacha-do-mar; aos poucos a pequena bolacha vai ocupando parte do corpo da larva; em determinado momento a larva começa a nadar perto do fundo, abrindo os braços e expondo a bolacha; a larva e a bolacha, que são uma coisa só, experimentam o fundo, quando gostam um pé da bolacha se estende e gruda firmemente no fundo; a partir deste momento a bolacha nunca mais ira nadar e a larva começa a deixar de existir; em pouco tempo toda larva, suas estruturas, tecidos, são reabsorvidos pela bolacha, que já está dando seus primeiros passos entre os grãos de areia.

Enquanto estudava esta efêmera e diferente história de vida das larvas plúteos, tive uma idéia. Resolvi escolher músicas publicadas no ccnelas que representassem a estranha vida de uma larva plúteos e montar uma coletânea. Foi assim the nasceu “A Viagem do Plúteos” (original em inglês “The Pluteus Trip” lançado em 2007 [usei a estranhez que a vida dos plúteos havia me causado como parâmetro para selecionar músicas disponibilizadas na rede].

Engraçado, enquanto compilava as músicas estava organizando a vinda da exposição “Oceano: vida escondida” para São Paulo, e precisávamos de um texto de divulgação. O release que havia escrito para “A Viagem do Plúteos” caiu como uma luva e serviu de base para o texto “Vida Escondida” publicado na magazine “O Telescópio” da Estação Ciência [usei o release de uma coletânea de músicas para escrever um texto de divulgação].

Certo dia as fotos da exposição foram citadas numa revista digital de música livre. Pouco tempo depois fui contatado para que uma das fotos do Alvaro fosse usada na capa de um mix de músicas ambientes chamado “Underwater is a place to be alone” [usaram uma foto da exposição para ilustrar um álbum de música].

Este álbum era perfeito para servir de música ambiente para a exposição, mas por impasses técnicos não conseguimos colocá-la [usaríamos um álbum , cuja capa era uma foto da exposição como música ambiente da mesma].

Fiz um vídeo com o material do meu mestrado. Nas versões anteriores tinha colocado uma música minha inacabada. No entanto, não havia gostado muito, tanto do efeito da música no vídeo quanto da qualidade do som. Adoraria ter aceitado o desafio de compor uma trilha para o vídeo, mas simplesmente não havia tempo. Precisava então de uma música que tivesse o clima certo. Não pensei muito para recorrer ao “The Pluteus Trip” e não levou mais do que alguns minutos para definir a música tema do vídeo, que é a música de abertura da coletânea, Autonarkose do My First Trumpet no álbum Frerk.

Resolvi experimentar o yEd para mostrar as relações acima num fluxograma. Ficou interessante, especialmente os layouts automáticos (o primeiro posicionei na mão…).

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Um mestrado com bolachas

Compartilho aqui um resumo do que vi nestes últimos dois anos durante meu projeto de mestrado. De um jeito um pouco diferente…

Eu vi o encontro de óvulos e espermatozóides. Vi o início de um organismo. Um não, milhares. Talvez milhões. Vindos de criaturas cobertas de espinhos.

Vi como tudo muda no momento da fecundação. E, sob meu olhar, as células do embrião se dividiram.

Eu vi células se auto-organizando e tomando forma, até virar uma esfera com camada de dentro e de fora. A esfera nadou, num meio tão viscoso quanto mel, usando pequenos cílios que agora adornam suas células.

Eu vi sua forma mudar rapidamente. Tecidos se dobrando, cores aparecendo, células caminhando e fazendo coisas inimagináveis para nosso cérebro humano.

Mudaram tanto que ganharam outro nome. Larvas. Fantásticas e independentes. Um primor do micro-design evoluído. Elegante pra se mover, e, ao mesmo tempo, uma máquina de comer.

Cuidei das larvas. É preciso observar, entender o que precisam. Por meses a fio.

Acompanhei suas mudanças. Novos tecidos aparecendo, e com eles, novas ideias e interesses. Num mesmo ser, vidas que divergem. A larva quer nadar, a jovem quer o fundo. É até difícil imaginar a esquizofrenia da situação.

Mesmo assim, afundar torna-se inevitável. E a metamorfose acontece, drástica e rápida. Ou como costumamos dizer, catastrófica.

As pequenas já não são duas camadas de células, apenas. São elaboradas, com simetria impecável. E com tantos pés… inevitavelmente trôpegas.

Ainda guardo a sensação indescritível de vê-las aprender a andar.

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Uau.

O vídeo Vida de Bolacha foi visto cerca de 7000 vezes entre os dias 17 e 18 de novembro e cerca de 1500 visitantes entraram na página do vídeo ontem (18/11). Pode não ser muito perto dos grandes sucessos da internet, mas está muito além do que eu esperava!

Gostaria de agradecer a todos que deixaram comentários, mandaram mensagens e assistiram ao vídeo nos últimos 2 dias! Em especial àqueles que ajudaram na divulgação encaminhando e comentando sobre o vídeo. Fiquei realmente surpreso com a repercussão e entusiasmo das pessoas, o que me deixou bastante feliz.

Também queria dizer que o vídeo apenas se concretizou devido ao grande entusiasta multimídia da vida marinha, Alvaro Migotto.

E que este seja apenas o começo!

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Nos bastidores do Oceano

A exposição Oceano: vida escondida está se aproximando do milésimo visitante! No primeiro fim de semana tivemos cerca de 350 visitantes e neste último atingimos 436 nomes no livro de visita (e vááárias pessoas saíram sem assinar!). O site passou dos 2000 visitantes desde sua inauguração!

Para quem não viu ainda não deixe de visitar! Acabei de criar este slideshow com as fotos, para quem não viu ainda! Para quem quiser divulgar é só clicar no “on SlideShare” e copiar e colar o código.

Aproveito também para divulgar algumas fotos dos bastidores da exposição. Sempre dá muito mais trabalho do que parece…

Bastidores da exposição Oceano: vida escondida
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A exposição vai até 19 de outubro, depois disso ela irá outros locais! Aguarde novidades.