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	<title>organelas &#187; relações</title>
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		<title>Como são as coisas</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 00:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelas</dc:creator>
				<category><![CDATA[biologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[De um lado tinha a música. Do outro a biologia. Em 2006 descobri um universo de músicas distribuídas livremente na rede e comecei explorá-lo. O primeiro contato foi pelo Jamendo e depois fui conhecendo os lançamentos das chamadas netlabels. Empolgado com tudo isso, pois achei muita coisa boa, resolvi criar um blog pra compartilhar esses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul class="lang_switch"></ul>
<p>De um lado tinha a música. Do outro a biologia.</p>
<p>Em 2006 descobri um universo de músicas distribuídas livremente na rede e comecei explorá-lo. O primeiro contato foi pelo <a title="Jamendo" href="http://www.jamendo.com/">Jamendo</a> e depois fui conhecendo os lançamentos das chamadas <a title="netlabels" href="http://www.archive.org/details/netlabels">netlabels</a>. Empolgado com tudo isso, pois achei muita coisa boa, resolvi criar um blog pra compartilhar esses achados, o <a title="ccnelas" href="http://ccnelas.wordpress.com/">ccnelas.org</a>. Fui acumulando álbuns interessantes e um dia desses resolvi fazer uma coletânea com algumas músicas que havia divulgado no <a title="ccnelas" href="http://ccnelas.wordpress.com/">ccnelas</a>. Pensei um pouco a respeito.</p>
<p>Enquanto isso estava enfurnado em um laboratório no litoral norte de São Paulo fazendo meu <a title="Bolachas com água e sal" href="http://mestrado.organelas.com/">mestrado</a> com biologia marinha. Boa parte do meu projeto envolvia criar embriões e larvas de uma espécie de bolacha-do-mar. Nesta época fiquei todo o verão convivendo com estes embriões e larvas.</p>
<p>Alimentando e trocando a água todo dia, olhando no microscópio, tirando fotos, fazendo filmes. Talvez seja por isso que os cientistas sejam meio malucos; muitos vêem coisas que pouca gente no mundo imagina que exista, ou verá algum dia. Conhecer e conviver com estes bichinhos foi certamente intrigante.</p>
<blockquote><p><strong>Imagine:</strong> você é concebido na água do mar, e antes de ter uma dúzia de células, já está sozinho, pois o movimento constante da água se encarrega de diluir sua imensa (milhões) quantidade de irmãos; quando começa a nadar você não tem boca ou ânus, nem sequer nasceu da membrana que protege o óvulo; você usa pequenos cílios para nadar na água, que mais parece melaço, por causa de seu tamanho diminuto; você continua nadando, mas só vai para onde as correntes marítimas te levam, sua força é muito pequena; você continua a se desenvolver e finalmente tem pequenos braços e uma boca; com os braços você captura e se alimenta de microalgas enquanto continua nadando; na medida em que se alimenta começa a se formar, dentro de você, uma pequena estrutura; o que está crescendo é uma bolacha-do-mar; aos poucos a pequena bolacha vai ocupando parte do corpo da larva; em determinado momento a larva começa a nadar perto do fundo, abrindo os braços e expondo a bolacha; a larva e a bolacha, que são uma coisa só, experimentam o fundo, quando gostam um pé da bolacha se estende e gruda firmemente no fundo; a partir deste momento a bolacha nunca mais ira nadar e a larva começa a deixar de existir; em pouco tempo toda larva, suas estruturas, tecidos, são reabsorvidos pela bolacha, que já está dando seus primeiros passos entre os grãos de areia.</p></blockquote>
<p>Enquanto estudava esta efêmera e diferente história de vida das larvas plúteos, tive uma idéia. Resolvi escolher músicas publicadas no <a title="ccnelas" href="http://ccnelas.wordpress.com/">ccnelas</a> que representassem a estranha vida de uma larva plúteos e montar uma coletânea. Foi assim the nasceu &#8220;<a title="The Pluteus Trip" href="http://ccnelas.wordpress.com/syncytia/the-pluteus-trip/">A Viagem do Plúteos</a>&#8221; (original em inglês &#8220;<a title="The Pluteus Trip" href="http://ccnelas.wordpress.com/syncytia/the-pluteus-trip/">The Pluteus Trip</a>&#8221; lançado em 2007 <em>[usei a estranhez que a vida dos plúteos havia me causado como parâmetro para selecionar músicas disponibilizadas na rede]</em>.</p>
<p>Engraçado, enquanto compilava as músicas estava organizando a vinda da exposição &#8220;<a title="Oceano: vida escondida" href="http://www.usp.br/cbm/oceano">Oceano: vida escondida</a>&#8221; para São Paulo, e precisávamos de um texto de divulgação. O release que havia escrito para &#8220;<a title="The Pluteus Trip" href="http://ccnelas.wordpress.com/syncytia/the-pluteus-trip/">A Viagem do Plúteos</a>&#8221; caiu como uma luva e serviu de base para o texto &#8220;<a title="Vida escondida" href="http://www.usp.br/cbm/oceano/telescopio17.pdf">Vida Escondida</a>&#8221; publicado na magazine &#8220;O Telescópio&#8221; da Estação Ciência <em>[usei o release de uma coletânea de músicas para escrever um texto de divulgação]</em>.</p>
<p>Certo dia as fotos da exposição foram citadas numa <a title="Phlow Magazine" href="http://phlow-magazine.com/charts/223-nelas-ccnelas-free-music-charts-2007">revista digital de música livre</a>. Pouco tempo depois fui contatado para que uma das fotos do Alvaro fosse usada na capa de um mix de músicas ambientes chamado &#8220;Underwater is a place to be alone&#8221; <em>[usaram uma foto da exposição para ilustrar um álbum de música]</em>.</p>
<p>Este álbum era perfeito para servir de música ambiente para a exposição, mas por impasses técnicos não conseguimos colocá-la <em>[usaríamos um álbum , cuja capa era uma foto da exposição como música ambiente da mesma]</em>.</p>
<p>Fiz um <a title="Vida de Bolacha" href="http://mestrado.organelas.com/videos">vídeo</a> com o material do meu mestrado. Nas versões anteriores tinha colocado uma <a title="Música" href="http://organelas.com/musica/">música</a> minha inacabada. No entanto, não havia gostado muito, tanto do efeito da música no vídeo quanto da qualidade do som. Adoraria ter aceitado o desafio de compor uma trilha para o vídeo, mas simplesmente não havia tempo. Precisava então de uma música que tivesse o clima certo. Não pensei muito para recorrer ao &#8220;<a title="The Pluteus Trip" href="http://ccnelas.wordpress.com/syncytia/the-pluteus-trip/">The Pluteus Trip</a>&#8221; e não levou mais do que alguns minutos para definir a música tema do vídeo, que é a música de abertura da coletânea, <a title="My First Trumpet - Frerk" href="http://tinyurl.com/MyFirstTrumpet-Frerk">Autonarkose do My First Trumpet no álbum Frerk</a>.</p>
<p>Resolvi experimentar o <a href="http://www.yworks.com/en/products_yed_about.html">yEd</a> para mostrar as relações acima num fluxograma. Ficou interessante, especialmente os layouts automáticos (o primeiro posicionei na mão&#8230;).</p>

<a href='http://organelas.com/2008/12/22/como-sao-as-coisas/graphcoisas/' title='graphcoisas'><img width="150" height="150" src="http://organelas.com/wp-content/uploads/2008/12/graphcoisas-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Fluxograma do post criado usando o yEd" title="graphcoisas" /></a>
<a href='http://organelas.com/2008/12/22/como-sao-as-coisas/graphcoisas2/' title='graphcoisas2'><img width="150" height="150" src="http://organelas.com/wp-content/uploads/2008/12/graphcoisas2-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Layout automático" title="graphcoisas2" /></a>
<a href='http://organelas.com/2008/12/22/como-sao-as-coisas/graphcoisas3/' title='graphcoisas3'><img width="150" height="150" src="http://organelas.com/wp-content/uploads/2008/12/graphcoisas3-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Layout automático" title="graphcoisas3" /></a>
<a href='http://organelas.com/2008/12/22/como-sao-as-coisas/graphcoisas4/' title='graphcoisas4'><img width="150" height="150" src="http://organelas.com/wp-content/uploads/2008/12/graphcoisas4-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Layout automático" title="graphcoisas4" /></a>]]></content:encoded>
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