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Rosebud (o verbo e a verba)

Baniram o gerúndio, serão lágrimas de hipocrisia?
Dolores, dolores, dólares…
O verbo saiu com os amigos
pra bater um papo na esquina,
A verba pagava as despesas,
porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
o verbo afagou sua mágoa, e dormiu.
Dolores, dólares…
O verbo gastou saliva,
de tanto [...]

O que é bonito?

O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não…
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou…
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, [...]